quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

#Pinheirinho, 22/02: Um mês do massacre. Nós não esquecemos! #PinheirinhoVive


Foi na manhã de um domingo. No dia 22 de janeiro deste mesmo 2012. Hoje, quarta de cinzas, faz um mês que a cobiça atropelou a esperança, a vida, a saúde de idosos, a alegria das crianças... O #Pinheirinho foi destroçado por tratores em defesa da santa, divina e imaculada propriedade privada dos ricos.

Muito já se passou desde então. A PM da Bahia já fez greve. A do Rio também. Prenderam bombeiro grevista no Rio. Demitiram agente de trânsito grevista em Fortaleza. Privatizaram aeroportos (chamaram de concessão). Censuraram propaganda que mostrava gays namorando. Uma ministra pró-aborto foi nomeada pra em seguida dizer que não pode fazer nada em defesa do aborto. Um operário foi morto pela PM em Rondônia. Doze estudantes foram presos injustamente na USP. O carnaval chegou ao fim... Muito já se passou. Mas e as 1200 famílias do Pinheirinho há um mês sem teto e sem nada? O que se passou com elas? O que será delas daqui pra frente?

Apesar dos tratores, balas, bombas e cacetetes, o Pinheirinho ainda vive. Ele é muito mais do que casas, ruas e comércios. Ele é a história de 9000 pessoas que os que mandam em São Paulo querem tanto apagar. Mas o Pinheirinho resiste. Pois que viva o Pinheirinho. Nós não esquecemos. Nem deixaremos esquecer.












Video do menino Pablo de 4 anos: "Meu cachorro morreu. A polícia matou." Assista. Divulgue. #Pinheirinho

Pablo tem quatro anos. Morava no Pinheirinho e tinha um cachorro. Mora agora em um banheiro onde vivem três famílias e seu cachorro está morto. A polícia matou durante a destruição do Pinheirinho. Quem conta essa história é o próprio Pablo em um pequeno mas dolorido video gravado pela ativista Carmen Santos em seu canal no YouTube.



Via Vi o mundo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Devassa: A cerveja que não respeita ninguém


Se existe um produto que não respeita mulher no Brasil esse produto é a cerveja. É bem verdade que não é só ela que faz isso, mas de uma forma geral a cerveja é a campeã na prática de apresentar a mulher como mera mercadoria. E ao que tudo indica as cervejarias competem entre si para ganhar o posto de campeã das campeãs no marketing machista. Deve haver algum prêmio não divulgado pela imprensa que estimula essa concorrência, tipo "a empresa canalha do ano" ou coisa parecida, onde desrespeito à mulher é um dos itens que mais deve valer pontos na premiação.

Mas o páreo duro na concorrência é definitivamente coisa do passado. Existe uma entre todas as outras que consegue levar o desrespeito a um nível tão extremo que vende explicitamente a si própria como quem vende mulheres a ser consumidas. E faz isso a partir do próprio nome: Devassa. Com peças publicitárias dignas de um cafetão ("em vez de pegar trânsito, pegue umas devassas no meio do caminho" e "só porque é devassa você acha que só trabalha à noite"), a marca de cerveja que é do grupo Schincariol, reforça a idéia de que mulher boa é mulher objeto que não só deve como quer ser consumida.  Isso em um país com índice de violência sexual tão aviltante que estupra meninas doze anos dentro de ônibus, estupra mulheres em vagões de metrô e ainda promove festinhas de aniversário para praticar estupro coletivo.

E a Devassa com sua missão de promover "o lado devasso" de seus consumidores não só desrespeita mulheres como não respeita ninguém. Se estimular o consumo de loiras e ruivas já é abominável, o que dizer de promover o consumo de negras e índias em um país tão marcado pela exploração, massacre e violência contra o povo negro e indígena? Pois a Devassa vai lá. Ela toca a fundo as feridas e no intuito de divulgar sua cerveja preta espalha para os quatro cantos "que é pelo corpo que se reconhece a verdadeira negra". Que campanha hein? Pelo jeito os senhores de escravo estão de volta e a Devassa tem a cerveja certa pra eles. E viva o desrespeito a toda a história do povo brasileiro.

Parabéns Devassa. Você é a grande campeã e se depender de mim é merecedora do maior dos boicotes.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

E chegou a vez do Ceará: 1200 operários parados nas obras do estádio Castelão

O estádio "queridinho" da FIFA parou. Isso mesmo. Tido como obra modelo e orgulho das construtoras, os operários do estádio cearense cruzaram os braços na manhã desta segunda reivindicando equiparação salarial, aumento nas horas extras e na participação dos lucros, assim como melhorias nos planos de saúde e cesta básica.

A paralisação das obras do Ceará é muito mais do que justa e sinalizam tanto para os operários como para a patronal que uma greve nacional dos estádios é mais do que possível. Pelo que tudo indica inclusive é muito provável que ela venha ainda neste primeiro semestre, mas é claro que sempre existe a possibilidade de "cooptação" dos dirigentes.

Seguem links sobre a paralisação no Ceará:

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fotos de grupo gay atirando em Bolsonaro

Calma, calma, não é pra comemorar... os tiros foram de uma pistola de dardos Nerf e o Bolsonaro em questão era somente uma charge gigante feita pelo Latuff que serviu como alvo. A brincadeira foi apresentada durante o 9º Encontro Nacional Universitário da Diversidade Sexual (ENUDS), na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e será usada como intervenção urbana em praças solicitando que as pessoas atinjam um dos maiores símbolos nacionais do machismo, racismo e homofobia.

Veja as fotos:




Via A Capa.

"Essa coalizão tem se revelado leal e eficaz..." (charge)


Mais charges do Dum aqui.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Um #Pinheirinho em cada canto desse país. #NãoEsqueceremos

A palavra de ordem é do Marrom, liderança da comunidade do Pinheirinho em São José dos Campos, e está no vídeo gravado no último dia 04/02 e publicada no dia 09 pelo canal rastreando2012 no YouTube. Além das cenas da invasão ilegal do Pinheirinho, depoimentos de Alckmin, Cury e da juíza Márcia Loureiro (a que tem "orgulho" da ação da polícia), o video apresenta depoimentos dos moradores, entre eles algumas crianças, sobre o que estão passando. Um desses depoimentos é exatamente do Marrom que diz que "a partir de agora vai ter ocupação no Brasil inteiro, do movimento sem terra, sem teto, vai fazer ocupação no Brasil inteiro e as ocupações que vão surgir no Brasil vai ser tudo com o nome de Pinheirinho. Vai ter Pinheirinho em São Paulo, vai ter Pinheirinho na Bahia, vai ter Pinheirinho em Fortaleza, vai ter Pinheirinho em Porto Alegre, o Brasil até o final do ano vai ter uns 300 Pinheirinho".

Bem ousado Marrom, mas que assim seja: um Pinheirinho em cada canto desse país e que os governos e a burguesia se cuidem, pois o que fizeram em São José dos Campos não será esquecido.