domingo, 26 de fevereiro de 2012

Protesto em Londres mostra solidariedade com a luta na Grécia (*) #greekrevolution


Centenas de manifestantes marcharam ao redor da embaixada grega em Londres ontem, sábado, em solidariedade à luta contra a austeridade na Grécia.

A multidão de maioria grega cantou "pessoas da Europa, unir e lutar!" durante o percurso da manifestação "não anunciada".

Ativistas da Grã-Bretanha e de outros países da zona euro participaram do protesto.

Nick Grant, do comitê executivo do sindicato nacional NUT trouxe saudações de solidariedade da organização.

"A irmandade internacional significa que os trabalhadores gregos não estarão sozinho", disse ele.

Membros executivos do PCS e dos sindicatos Unite enviaram mensagens de apoio.

Representantes da campanha Right to Work e da Associação Cultural dos Trabalhadores Refugiados da Turquia e do Curdistão também falaram.

Eleni, um estudante, disse: "Muitos dos meus amigos estão deixando a Grécia por causa do desemprego. A austeridade não vai resolver o problema. "

Tanya, que trabalha no teatro, descreveu os eventos na Grécia como "devastador". "Existe essa sensação de que não há futuro para toda uma geração", disse ela.

Virginia, uma ativista espanhola, também estava no protesto. Ela disse: "O que está acontecendo é sistemático. Não é sobre como um estado-nação indivíduo opera, é sobre as forças internacionais ".

Depois da marcha, os manifestantes realizaram uma assembléia em frente à embaixada.

Eles decidiram protestar, na tarde de quarta-feira frente aos escritórios da União Europeia, e no próximo sábado na Catedral de São Paulo.

(*) Tradução de "London protest shows solidarity with struggle in Greece"  de Patrick Ward publicado no portal Socialist Worker

iMourn: Worker suicides at Apple (charge)

Mais charges de Carol Simpson aqui

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

#Pinheirinho, 22/02: Um mês do massacre. Nós não esquecemos! #PinheirinhoVive


Foi na manhã de um domingo. No dia 22 de janeiro deste mesmo 2012. Hoje, quarta de cinzas, faz um mês que a cobiça atropelou a esperança, a vida, a saúde de idosos, a alegria das crianças... O #Pinheirinho foi destroçado por tratores em defesa da santa, divina e imaculada propriedade privada dos ricos.

Muito já se passou desde então. A PM da Bahia já fez greve. A do Rio também. Prenderam bombeiro grevista no Rio. Demitiram agente de trânsito grevista em Fortaleza. Privatizaram aeroportos (chamaram de concessão). Censuraram propaganda que mostrava gays namorando. Uma ministra pró-aborto foi nomeada pra em seguida dizer que não pode fazer nada em defesa do aborto. Um operário foi morto pela PM em Rondônia. Doze estudantes foram presos injustamente na USP. O carnaval chegou ao fim... Muito já se passou. Mas e as 1200 famílias do Pinheirinho há um mês sem teto e sem nada? O que se passou com elas? O que será delas daqui pra frente?

Apesar dos tratores, balas, bombas e cacetetes, o Pinheirinho ainda vive. Ele é muito mais do que casas, ruas e comércios. Ele é a história de 9000 pessoas que os que mandam em São Paulo querem tanto apagar. Mas o Pinheirinho resiste. Pois que viva o Pinheirinho. Nós não esquecemos. Nem deixaremos esquecer.












Video do menino Pablo de 4 anos: "Meu cachorro morreu. A polícia matou." Assista. Divulgue. #Pinheirinho

Pablo tem quatro anos. Morava no Pinheirinho e tinha um cachorro. Mora agora em um banheiro onde vivem três famílias e seu cachorro está morto. A polícia matou durante a destruição do Pinheirinho. Quem conta essa história é o próprio Pablo em um pequeno mas dolorido video gravado pela ativista Carmen Santos em seu canal no YouTube.



Via Vi o mundo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Devassa: A cerveja que não respeita ninguém


Se existe um produto que não respeita mulher no Brasil esse produto é a cerveja. É bem verdade que não é só ela que faz isso, mas de uma forma geral a cerveja é a campeã na prática de apresentar a mulher como mera mercadoria. E ao que tudo indica as cervejarias competem entre si para ganhar o posto de campeã das campeãs no marketing machista. Deve haver algum prêmio não divulgado pela imprensa que estimula essa concorrência, tipo "a empresa canalha do ano" ou coisa parecida, onde desrespeito à mulher é um dos itens que mais deve valer pontos na premiação.

Mas o páreo duro na concorrência é definitivamente coisa do passado. Existe uma entre todas as outras que consegue levar o desrespeito a um nível tão extremo que vende explicitamente a si própria como quem vende mulheres a ser consumidas. E faz isso a partir do próprio nome: Devassa. Com peças publicitárias dignas de um cafetão ("em vez de pegar trânsito, pegue umas devassas no meio do caminho" e "só porque é devassa você acha que só trabalha à noite"), a marca de cerveja que é do grupo Schincariol, reforça a idéia de que mulher boa é mulher objeto que não só deve como quer ser consumida.  Isso em um país com índice de violência sexual tão aviltante que estupra meninas doze anos dentro de ônibus, estupra mulheres em vagões de metrô e ainda promove festinhas de aniversário para praticar estupro coletivo.

E a Devassa com sua missão de promover "o lado devasso" de seus consumidores não só desrespeita mulheres como não respeita ninguém. Se estimular o consumo de loiras e ruivas já é abominável, o que dizer de promover o consumo de negras e índias em um país tão marcado pela exploração, massacre e violência contra o povo negro e indígena? Pois a Devassa vai lá. Ela toca a fundo as feridas e no intuito de divulgar sua cerveja preta espalha para os quatro cantos "que é pelo corpo que se reconhece a verdadeira negra". Que campanha hein? Pelo jeito os senhores de escravo estão de volta e a Devassa tem a cerveja certa pra eles. E viva o desrespeito a toda a história do povo brasileiro.

Parabéns Devassa. Você é a grande campeã e se depender de mim é merecedora do maior dos boicotes.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

E chegou a vez do Ceará: 1200 operários parados nas obras do estádio Castelão

O estádio "queridinho" da FIFA parou. Isso mesmo. Tido como obra modelo e orgulho das construtoras, os operários do estádio cearense cruzaram os braços na manhã desta segunda reivindicando equiparação salarial, aumento nas horas extras e na participação dos lucros, assim como melhorias nos planos de saúde e cesta básica.

A paralisação das obras do Ceará é muito mais do que justa e sinalizam tanto para os operários como para a patronal que uma greve nacional dos estádios é mais do que possível. Pelo que tudo indica inclusive é muito provável que ela venha ainda neste primeiro semestre, mas é claro que sempre existe a possibilidade de "cooptação" dos dirigentes.

Seguem links sobre a paralisação no Ceará:

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fotos de grupo gay atirando em Bolsonaro

Calma, calma, não é pra comemorar... os tiros foram de uma pistola de dardos Nerf e o Bolsonaro em questão era somente uma charge gigante feita pelo Latuff que serviu como alvo. A brincadeira foi apresentada durante o 9º Encontro Nacional Universitário da Diversidade Sexual (ENUDS), na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e será usada como intervenção urbana em praças solicitando que as pessoas atinjam um dos maiores símbolos nacionais do machismo, racismo e homofobia.

Veja as fotos:




Via A Capa.

"Essa coalizão tem se revelado leal e eficaz..." (charge)


Mais charges do Dum aqui.