quarta-feira, 19 de junho de 2013
Quem tem medo da esquerda é a direita! Quero os partidos do povo na luta do povo!
Um levante popular tomou as ruas do país. Nem é preciso falar isso, afinal a notícia já correu o mundo, está em todos os noticiários e é divulgado em todas as redes sociais.
Não tenho dúvida de dizer que nunca vimos nada parecido em nosso país. A última grande manifestação nacional data de 21 anos atrás quando um certo presidente foi a TV pedir que o povo saísse às ruas de verde e amarelo em sua defesa. O povo saiu, só que de preto e só deixou as ruas quando o tal presidente foi posto pra fora. Mas os tempos eram outros. O PT não era governo e junto com a CUT, o PCdoB e a UNE organizava as lutas. Muita coisa se passou depois de 1992. Passamos por 2 anos de Itamar, 8 de FHC, 8 de Lula e estamos no terceiro ano de Dilma. As organizações do movimento popular construídas ao longo desses anos já não possuem peso nem influência sobre o próprio movimento popular como antes. O PT já não representa mais o desejo de mudança, e a esperança que havia "vencido o medo" lá na primeira eleição do Lula, pelo jeito, perdeu a paciência.
É nesse contexto que um perigoso sentimento vem tomando corpo nas manifestações que se vê pelo país: o anti-partidarismo. Não é a primeira vez que o danado bota as manguinhas de fora. Nada disso. A diferença é que no passado não havia partidos da esquerda governando o país com o programa da direita. Agora não vemos nem o PT, nem o PCdoB, os maiores partidos brasileiros de origem popular, disputando para desfraldar suas bandeiras nos atos. Muito pelo contrário. São governo. E com isso, a desesperança e a desilusão tomaram a forma de repulsa a qualquer outro partido. É compreensível. Mas não é aceitável e precisa ser combatido.
Ao passo que manifestantes gritam "Sem par-ti-do" quando as bandeiras vermelhas se apresentam nos atos, é a grande imprensa organizada como um verdadeiro partido de direita quem aplaude e difunde a ideia supostamente benéfica do anti-partidarismo para as manifestações populares. Não é que a imprensa burguesa seja contra partidos. De jeito nenhum. Ela é contra os partidos do povo. Ela é contra a organização do povo. O povo na rua não tem mais como evitar. Mas o povo na rua organizado em partidos? Não. Isso não pode ser aceitado. Afinal, qual o problema de partidos como PSOL, PSTU e PCB participarem de uma manifestação de rua? Por acaso eles são contra a redução da tarifa? Estranho seria a participação do PT e o PSDB que administram, aumentam as tarifas e muitas vezes clamam por repressão contra as lutas populares. Mas de partidos que se colocam contra o aumento e se dispõem a apoiar as manifestações com sua experiência de luta, qual o problema? Para a direita com certeza há todos os problemas possíveis, não há nem o que discutir. Mas para quem quer mudanças profundas no país, não pode nem deve haver problemas.
Em algum momento alguém vai dizer: "pode participar mas não pode usar outra bandeira que não seja a do Brasil", o que, obviamente, não faz o menor sentido. Recentemente a Gaviões da Fiel chegou a divulgar nota chamando seus torcedores a apoiar as manifestações. Agora pergunto: E se a nação corintiana resolver aderir com suas bandeiras, camisas e flâmulas? Algum problema? Não, não é mesmo? Quer dizer então que o problema são os partidos de esquerda com suas bandeiras vermelhas? É isso? E essa é a noção de democracia que o movimento quer como base para a construção de um novo Brasil? Se for é preciso ter muito cuidado com os rumos desse tal novo Brasil, pois a cada vez que os vermelhos foram censurados ou mesmo caçados o que se viu surgir foi o velho e carcomido fascismo.
Quem tem medo da esquerda é a direita. Eu quero mais é o povo na rua com todas suas bandeiras e partidos. Viva a luta popular. Viva o direito de organização. E viva a classe trabalhadora organizada em seus partidos.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
#VerásQueUmFilhoTeuNãoFogeALuta em primeiro lugar no TT Mundial
O que mais se fala no mundo neste momento? Pelo menos no Twitter é a hashtag #VerásQueUmFilhoTeuNãoFogeALuta em referência aos protestos em boa parte do país ocorridos nesta segunda-feira. É... por mais que pareça lugar comum, algo novo corre o país e de fato parece que o #OGiganteAcordou.
Não estamos diante de uma revolução socialista no país. Talvez nem sequer de uma revolução. O poder não está sendo questionado (ainda). Os grandes batalhões da classe trabalhadora seguem observando de longe o que está ocorrendo com a juventude e com setores da classe média. Mas sem dúvida alguma estamos diante de algo histórico. Há décadas não vimos nada parecido em nosso Brasil e desta vez sem absolutamente nenhuma organização com capacidade de empalmar a insatisfação popular. Absolutamente nenhuma das organizações construídas ao longo da história do movimento brasileiro tem qualquer influência sobre as manifestações de desobediência civil em curso no país. O PT, a CUT e seus sindicatos, o MST, a UNE, a UBES não possuem qualquer peso ou capacidade de influenciar o rumo das mobilizações em curso.
Estamos diante de um momento histórico. Infelizmente com uma imensa possibilidade de se perder, de se esvair de nossas mãos, simplesmente pela ausência de um sujeito coletivo capaz de empalmar tais manifestações. Mas é histórico e é belo e empolgante de se ver.
domingo, 16 de junho de 2013
Praça turca + piano alemão = Canção italiana de resistência (Bella ciao)
Aconteceu no último dia 12 de junho. O alemão Davide Martello levou por conta própria em sua caminhonete um piano para a praça Taksin e tocou por 14 horas seguidas ao lado dos manifestantes turcos. Um dos pontos emocionantes da apresentação de Martello foi a execução de Bella Ciao, uma canção de origem italiana que remonta ao fim do século XIX, originalmente cantada por trabalhadores e trabalhadoras em referência ao trabalho precarizado e humilhante nas plantações de arroz no norte da Itália. Ao longo dos anos ganhou novas versões, tornou-se hino na luta contra a primeira guerra mundial e também da segunda guerra mundial, popularizou-se por toda a Europa e ganhou gravações em várias linguas e por vários artistas. Durante os anos 1960 a canção fez especial sucesso na juventude comunista e fez parte da trilha sonora das lutas populares do final daquela década. Entre os artistas que a gravaram temos Yves Montand, Banda Basssotti, Modena Citty Ramblers, Mercedes Sosa e Mano Chao.
Seguem video e letra traduzida para o português de uma das versões. E que viva a luta da classe trabalhadora mundial!
De manhãzinha
pela alvorada,
oh bela ciao bela ciao bela ciao ciao ciao
De manhãzinha
pela alvorada,
apareceu-me o invasor.
Ó guerrilheiro
quero ir contigo
oh bela ciao bela ciao bela ciao ciao ciao
Ó guerrilheiro
quero ir contigo
que estou prestes a morrer.
E se eu morrer
na Resistência
oh bela ciao bela ciao bela ciao ciao ciao
E se eu morrer
na Resistência
tu me deves sepultar.
Vai sepultar-me
lá na montanha
oh bela ciao bela ciao bela ciao ciao ciao
Vai sepultar-me
lá na montanha
à sombra de bela flor.
E toda a gente
quando passar
oh bela ciao bela ciao bela ciao ciao ciao
E toda a gente
quando passar
te dirá: Que bela flor!
E é esta a flor
do guerrilheiro
oh bela ciao bela ciao bela ciao ciao ciao
E é esta a flor
do guerrilheiro
que morreu pela liberdade!
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Pra entender a mais valia #charges
Essa tirinha é clássica e sensacional e remota aos anos 70, claro que já foi editada e reeditada várias vezes para adaptar o valor da moeda que de lá pra cá já mudou ora caramba. Uma das versões mais modernas delas foi feita pelo Will Leite do Will Tirando.
E agora? Sacou?
E como o Will não se contentaria com a pecha de copiador fez sua própria adaptação com a presença inclusive de velho Marx. Muito bacana.
terça-feira, 11 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
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