sexta-feira, 11 de julho de 2014

Os objetivos do Sionismo nas palavras de Ben Gurion #StopSionism

David Ben Gurion foi um dos principais líderes do movimento sionista e fundadores do Estado de Israel, sendo seu primeiro-ministro entre os anos de 1948 e 1963, e também um daqueles que melhor clarificou qual a estratégia do sionismo.

Para Ben Gurion, a fundação de Israel tomando boa parte da Palestina nunca foi suficiente, era preciso muito mais. Segundo ele:
"Quando nos convertermos em uma força com peso, como resultado da criação de um Estado, aboliremos a partilha e nos expandiremos para toda a Palestina. O Estado será somente uma etapa na realização e sua tarefa é preparar o terreno para nossa expansão. O Estado terá de preservar a ordem, não através da pregação, mas das metralhadoras"
Claríssimo não? Mas não era somente a totalidade do território palestino que os sionistas tinham mente. Ben Gurion nunca teve receio de afirmar que era preciso ir além:
"Deveríamos nos preparar para avançar em uma ofensiva. Nosso objetivo é esmagar o Líbano, a Transjordânia e a Síria. O ponto débil é o Líbano, porque o regime muçulmano é artificial e fácil de ser minado. Teremos de implantar um Estado cristão ali e então derrotaremos a Legião Árabe, eliminaremos a Transjordânia; a Síria cairá em nossas mãos. Então nós bombardearemos e ocuparemos Port Said, Alexandria e o Sinai."
Os dois trechos acima são do livro "A História Oculta do Sionismo" do judeu anti-sionista Ralph Schoenman publicado em 1988 e dão bem a ideia do que representa o Sionismo e porque a existência do Estado de Israel significa a impossibilidade de haver paz no Oriente Médio. A doutrina do Sionismo, que é a base do estado de Israel, é a da permanente guerra de expansão e vem sendo cumprida a risca desde sua fundação, com as bênçãos da ONU e com as milhares e milhares de vidas despedaçadas do povo palestino.