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sexta-feira, 18 de março de 2016

Estudantes denunciam o descaso com a educação no Ceará

Os estudantes do Grêmio Chico da Matilde divulgaram videos esta semana sobre o descaso das escolas públicas em Fortaleza, denunciando o caso do CAIC no bairro Bom Jardim que está sem aulas por falta d´água.

Seguem os videos.




domingo, 28 de fevereiro de 2016

OCUPAR E RESISTIR #RapDuBom

As ocupações das escolas secundaristas de São Paulo renderam muitos sonhos, esperanças, exemplos, documentários e também como diria Rappin Hood, "Rap do Bom". Pelo menos é o que se pode ver em "Ocupar e Resistir" dos estudantes Luka (Koka) do Grêmio do Caetano de Campos da Consolação e Fabrício Ramos.

Aperta o play e sente o som.



OCUPAR E RESISTIR

Salve família
Secundarista na voz
Vai segurando
De São Paulo pro mundo
A rua é nossa
Você tem sede do quê?
Eu quero outra escola
Não mexe com quem tá quieto

Acordei olhei pro lado
Vi manifestação 
E do outro lado vi
Uma pá de ocupação
Enquanto uns gritavam felizes
É campeão
Outros apanhavam e lutavam
Pela educação
Política desinteressante
Causada pela corrupção
Estigma digna indignação
Qual seria o tema do
Debate em questão
Gol da Alemanha
Ou senador no mensalão
Suor cansaço 
Causado pela exaustão
Fome e morte
Causada pela ambição
Enquanto nas ruas
O que se vê é opressão
Auto opressão
E na mídia
Alienação
E quem será o culpado em questão
Aquele que é eleito
Ou aquele que 
Vota na eleição

Direita tropa de choque
Em cima o governo fascista
Esquerda argumentação
Embaixo secundarista (2x)

Ocupar e resistir (8x)
Quantos lutaram 
Gritaram faleceram
Mais de mil?
Aqui vai virar o Chile
Ou o Chile virou o Brasil?

Memorável
Luta consciente
E coincidentemente incrível
E é difícil e dói saber
E descobrir
Que a única coisa 
Que cresce mais que a inflação
É o genocídio 
Só pra deixar bem claro, irmão
Não tem arrego
Você fecha a minha escola
E eu tiro o seu sossego.

Salve família
A rua é nossa

Ocupar e resistir (25x)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Você precisa assistir o documentário "Anjos Rebeldes" da @TVBrasil


A TV Brasil produziu o documentário "Anjos Rebeldes" sobre o movimento de ocupações das escolas secundaristas em São Paulo que enfrentou a truculência policial e do governo Alckmin e impôs a derrota do projeto de "reorganização" que pretendia fechar 94 escolas.

Com 51 minutos de duração, "Anjos Rebeldes" ouviu ocupantes, pais de alunos, professores, especialistas sobre educação, jornalistas, entre tantos outros sobre o episódio que sem dúvida alguma entrou para a história do movimento de massas brasileiro e com certeza mudou também seu futuro.

O resultado do documentário é emocionante. Recomendadíssimo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O Trono do Estudar


E quem disse que 2015 foi puro espetáculo de horrores? Nada disso. Teve espetáculo também de mulheres contra Cunha, de estudantes na rua e pra fechar ainda teve até de artistas em defesa do "estudar". Esta semana caiu na rede o clipe da música de Dani Black em apoio ao movimento de ocupações de escolas secundaristas que tomou São Paulo durante o mês de novembro e fez recuar o governo tucano e ganhou simpatia de todo o país.

O clipe juntou Chico Buarque, Zélia Duncan, Paulo Miklos, Arnaldo Antunes, Dado Villa Lobos, Pedro Luis, Lucas Silveira e até Tetê Espíndola, que aliás é a mãe de Dani Black. Em um tom tipicamente nordestino, "Trono do Estudar", atira "Nem a lei, nem estado, nem turista, nem palácio, nem artista, nem polícia militar. Vocês vão ter que me engolir". Fabuloso, né não?

Vale muito conferir.

Trono do Estudar


Ninguém tira o trono do estudar
Ninguém é o dono do que a vida dá
E nem me colocando numa jaula Porque sala de aula
Essa jaula vai virar

A vida deu os muitos anos de estrutura do humano à procura do que Deus não respondeu
Deu a história, a ciência, a arquitetura, deu a arte e deu a cura e a cultura pra quem leu
Depois de tudo até chegar neste momento me negar conhecimento é me negar o que é meu
Não venha agora fazer furo em meu futuro, me trancar num quarto escuro e fingir que me esqueceu

Vocês vão ter que acostumar porque
Ninguém tira o trono do estudar Ninguém é o dono do que a vida dá
E nem me colocando numa jaula Porque sala de aula
Essa jaula vai virar

E tem que honrar e se orgulhar do trono mesmo e perder o sono mesmo para lutar pelo que é seu
Que neste trono todo ser humano é rei seja preto, branco, gay, rico, pobre, santo, ateu
Pra ter escolha tem que ter escola ninguém quer escola, isto ninguém pode negar

Nem a lei, nem estado, nem turista, nem palácio, nem artista, nem polícia militar
Vocês vão ter que me engolir, se entregar
Porque ninguém tira o trono do estudar

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O dedo sujo do maleducado secretário de educação de Fortaleza e a sujeira sem fim dos Ferreira Gomes #ForaIvoGomes


O secretário municipal de Educação de Fortaleza teclou ofensas a mais do que devia com a militância da redes sociais. Ivo Gomes é irmão do atual governador do Ceará, Cid Gomes, e do ex-prefeito, ex-ministro, ex-presidenciável e execrável Ciro Ferreira Gomes. Pelo jeito a forma ruim de um é exatamente a mesma a de todo o clã e honestamente é muita sujeira pra uma famíla só. Aos impropérios ditos por Ciro ao longo de sua carreira política e às impobridades feitas por Cid em 6 anos e meio de governo somam-se agora às grosserias de seu irmão Ivo que na última segunda-feira, dia 19, levou adiante um bate-boca virtual através do Facebook com o internauta Renato Yuri.

Não é a primeira vez que o destemperado secretário arma o barraco virtual com internautas mas é a primeira vez que desce ao nível que desceu. Como resposta à provocação de Yuri que chamou o governador de "Cidoca Dondoca", Ivo Gomes disparou um "enfie o dedo no cu e rasgue, marginal". Exatamente isso. Na sequência chamou o internauta de "marginal", "aprendiz de bandido", "meio tapadim" e pra fechar a conta da obra mandou um "vá dá o cuzim pro João Alfredo". 

Obviamente as diabruras do maleducado secretário de educação não poderiam passar em branco para qualquer prefeito. E Roberto Cláudio veio a público comentar o ocorrido. Só que como bom capacho da família real, ao invés de repreender, defendeu seu secretário. É sem dúvida a apoteose da submissão. Chamar de "firmes e contundentes" as porcarias tecladas pelos dedos sujos de Ivo Gomes é no mínimo uma piada de altíssimo mau-gosto.

Um amigo de Maceió me chamou atenção para o fato de que por muito, mas muito menos mesmo, o secretário de educação da capital alagoana, Adriano Soares Costa, deixou o cargo no último dia 12 de julho. Na noite do dia 11 o secretário postou um famoso video da apresentadora Eliana em sua conta no Facebook como forma de sugestão aos manifestantes alagoanos para que fossem "tomar no cu". Arrependido, apagou a mensagem e em seu lugar postou um pedido público de desculpas. No dia seguinte, entregou o cargo. Já foi tarde. Mas sua atitude ao menos nesse momento foi a de um "homem público". O mesmo não se pode dizer dos Ferreira Gomes.

O pedido de desculpas em nosso caso já não cabe mais. A permanência de Ivo Gomes na secretária de educação de Fortaleza é a verdadeira ofensa a todo o povo de Fortaleza. Seu afastamento é mais que necessário. É uma obrigação. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

50% de cota raciais e sociais nas universidades federais? É pouco!


Foi sancionada nesta quarta-feira, 29 de agosto, a lei de cotas que prevê 50% das vagas de todos os cursos e turnos das universidades federais para estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública. Destes 50% parte deve ser dedicada a negros e índios e outra parte a alunos com renda familiar igual ou menor a 1,5 salário mínimo per capita. Como não poderia deixar de ser a lei provoca uma gritaria sem tamanho na classe média e até mesmo em parte dos próprios estudantes beneficiados que chegam a afirmar que querem entrar na universidade pelo "próprio mérito" e não como "estudantes de segunda categoria".

Como o próprio título desta postagem indica não só sou a favor da política cotista como acho inclusive tímido o número de 50% de vagas em quatro anos. Antes de mais nada detesto o discurso meritocrata. Por que cargas d'água tenho que ser merecedor de ter acesso ao ensino, seja ele em qual nível for? É porque não existem vagas? E por que raios não existem vagas suficientes? Será pelo fato de que não existe verba para educação? E por que não existe verbas para tanto? Não será porque o governo precisa fazer superávit para pagar juros a banqueiro nacional e internacional? E é pra eu aceitar essa desculpa? Pois bem. Não aceito.

Mas já que é um fato que hoje não há vagas suficientes é preciso sim uma política para distribuir as vagas que existem e nada mais sensato que não se favoreça determinado setor da sociedade nesta distribuição. E exatamente por isso que as cotas são tão importantes. Na medida em que elas não existem são favorecidos aqueles que possuem dinheiro para pagar as melhores escolas, cursinhos e professores. Ou seja, sequer o discurso anti-cotista pode ser entendido como meritocrata. É um discurso elitista, aristocrata, burguês. Vagas para aqueles que tem dinheiro para comprá-las, não diretamente é verdade, mas indiretamente através de uma preparação de maior qualidade. Você acha isso certo? Eu não acho.

Segundo o PNAD, 86% dos estudantes do ensino médio estão na escola pública. Em compensação são os outros 14% os que mais ingressam nas universidades federais e estaduais de todo o país, ficando para a imensa maioria dos outros 86% a opção de cursar faculdades privadas através do financiamento do PROUNI. Ou seja, na prática sempre existiu cota social e também racial. Só que sempre foi uma cota que discriminou os menos favorecidos.

Então, enquanto não houver vagas para todos, o mínimo que se pode aceitar é uma política de cotas que favoreça de fato quem mais precisa.

Aí agora você me pergunta: Mas se 50% é pouco, quanto deveria ser? E eu respondo: 100%! Aí você, horrorizado, me diz: E quem estuda em escola particular, como fica? Respondo: Que passe a estudar na pública ou continue seu ensino superior também na privada. Por fim você afirma: Mas a escola pública não tem qualidade. E eu te digo: Pois está aí uma excelente maneira de enfrentar o verdadeiro problema. É preciso melhorar a escola pública para que todos possam estudar nela em todos os níveis. O que não faz sentido é manter um modelo educacional onde quem pode pagar por ensino de qualidade foge da escola pública na educação infantil, básica e de nível médio para em seguida cursar o ensino superior de melhor qualidade na universidade pública. Isso está completamente errado!

Por iso digo e repito: 50% de cotas sociais e raciais? É pouco!

sábado, 12 de maio de 2012

Era uma universidade muito engraçada, só tinha greve, não tinha aula... #greve #greveUERN #RosalbaTemCulpa

Alguns alunos da UERN fizeram um video parodiando "A casa" de Vinicius de Moraes falando sobre a greve da universidade estadual deflagrada no início de maio. Muito bacana a iniciativa da rapaziada e em especial por responsabilizarem não os professores e sim a governadora Rosalba. Segue video e letra.



Era uma universidade muito engraçada,
Só tinha greve, não tinha aula
Ninguém podia estudar nela não
Porque a Rosa não abria a mão
E o pior quando essa acabar
Daqui a meses outra chegará
E ninguém vai no prazo se formar
Tudo isso deixa o curso irregular
E essa Rosa, sem nenhum esmero
Pra educação da verba zero

Via +Fernando Andrade.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Estudante que participou dos protestos #contraoaumento em Teresina está cego graças às bombas da PM


Hudson tem 21 anos, é estudante de filosofia na UFPI e auxiliar administrativo substituto do Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo. No dia 10 de janeiro participou dos protestos #contraoaumento na Frei Serafim que foram duramente reprimidos pela policia militar. Assim que o batalhão choque se aproximou saiu correndo e quando viu que alguns estudantes continuaram sentados voltou para se juntar a eles. Quando deu conta uma bomba explodiu nos seus pés lhe ferindo o rosto. Resultado: Está cego.

O relato completo está no portal da revista Virus Planetário.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Veja o clipe da música #contraoaumento da banda @caneladepeixe



Uma moeda , duas três eu não consigo juntar o suficiente que castigo
E eu que só queria chegar lá no meu destino mas com essa tarifa eu viro peregrino
uma moeda, duas três ainda tento pegar um busão aqui é um tormento
Disputo uma sombrinha na parada com mais onze enquanto chega o busão eu pego um bronze

A policia que é pra servir, e proteger toda a população
Me reprimindo sem dó de mim, com pimenta e cacetete na mão
Nós só queremos nos locomover, não precisa cacetete pra bater
Mas com tanta pimenta assim eu vou levar é acarajé pra nois comer!

O salário do meu pai só de vale se acabou, e o ônibus lotado nem parou ( parou)
Galera revoltada invadiu frei serafim e a policia papocou pimenta em mim
Enquanto isso o prefeito está bastante preocupado no seu carro aumenta o ar condicionado
Ow seu prefeito acaba logo com todo esse tormento e tweeta a hashtag #contraoaumento

A policia que é pra servir, e proteger toda a população
Me reprimindo sem dó de mim, com pimenta e cacetete na mão
Nós só queremos nos locomover, não precisa cacetete pra bater
Mas com tanta pimenta assim eu vou levar é acarajé pra nois comer!

Teresina: imagens da repressão desta terça, dia 10/01/2012 #naoaoaumento






Enquanto isso na USP... (charge de @carloslatuff) #foraPMdaUSP


domingo, 27 de novembro de 2011

Mais uma vez: 10% para educação? E resolve?


Dois bons amigos me questionaram sobre meu post sobre minha posição sobre os 10% da educação o que acabou por me motivar a escrever novamente sobre o tema. Bem, insisto, acho uma campanha deslocada e descolada da realidade.  Em primeiro lugar, a forma plebiscitária me parece errada. Em segundo, o próprio tema não me parece o mais sentido pela grande maioria do povo: a classe trabalhadora. Vou tentar desenvolver um pouco mais o assunto partindo dos questionamentos que me fizeram.

Um deles me disse que o plebiscito é bom para fazer a propaganda além de proporcionar a agitação sobre o assunto. Não tenho como concordar. Propaganda se faz com palestras, debates, cartilhas, seminários e um monte de outros instrumentos em que se possa explicar pacientemente os motivos da campanha. Como diria o marxista argentino Nahuel Moreno, é difundir "muitas idéias a poucas pessoas". Já a agitação se faz com a massificação, ou pelo menos a tentativa de massificação, de um pequeno conjunto de idéias. "Poucas idéias a muitas pessoas", diria Moreno. Ambas as atividades, agitação e propaganda, estão relacionadas. Agito minhas idéias para em seguida tentar fazer uma propaganda delas cada vez maior. Faço cada vez mais propaganda para em seguida realizar agitações ainda maiores.

Um plebiscito não me parece o instrumento ideal nem pra uma coisa, nem pra outra. Isso porque fundamentalmente ele coloca uma tarefa clara para seus organizadores que é a de colher voto. Não se faz um plebiscito pra não se colher voto ou do tipo, "já sabemos que não vai ter muito voto mas vamos fazer mesmo assim". Não faz sentido! É puro movimentismo. Ainda que tivesse um caráter um pouquinho mais amplo como dissemos anteriormente, vá lá. Mas com tão poucos organizadores envolvidos...

Se sou um estudante de uma escola e quero fazer um plebiscito sobre um tema que interessa a toda a escola e só tenho força para colher os votos de uma pequena parte de meu colegas de sala, do que me adiantará fazê-lo? Posso até dizer pros meus 3 ou 4 "seguidores" que se juntarem a mim na empreitada que "fizemos a nossa parte" tal como a fábula do beija-flor. Mas honestamente não será isso que teremos feito. Teremos desperdiçado tempo e energia, não atingiremos o objetivo e no fim das contas só alimentaremos o sentimento de que é impossível mudar as coisas ou de que a culpa é da ignorância dos estudantes que não votaram no meu plebiscito.

Já meu segundo amigo me questionou sobre o teor de meu post em que eu teria afirmado que a campanha seria "algo dentro do sistema, limitado, na prática, que não teria importância..."

Bem, não foi isso que eu disse. Se dei a entender isso imagino que tenha sido porque não desenvolvi o suficiente. Em minha cabeça, blog não é lugar para textos longos. E este aqui já está quebrando a minha regra. Mas prossigamos...

Que é "dentro do sistema" e "limitado", é. Mas isso nunca foi motivo pra não se lutar por aumento salarial por exemplo. Agora não é porque aumento salarial é justo que vou simplesmente propor uma greve.  A pergunta que eu deveria fazer é  "qual o sentimento da categoria?", "os trabalhadores me seguirão se eu propuser uma greve por aumento salarial?". Então não é só o instrumento (greve ou plebiscito) que conta. A "palavra de ordem" certa é ainda mais importante.  Posso passar o ano dizendo que é preciso fazer greve por conta de salário e a greve não sair do lugar e de repente porque um colega de trabalho acidentou-se, foi agredido por um superior ou foi demitido injustamente, a greve pode estourar como uma verdadeira bomba H.

O que não entendo é o que faz com que se escolha o tema dos 10% para educação como sendo algo capaz de tocar corações e mentes da grande maioria dos trabalhadores. Por que isso e não "mais verbas para a saúde pública" ou "redução da jornada já"? Não entendo. De repente posso ser eu o deslocado. Mas para mim parece puro impressionismo com a onda de greves pelo piso dos professores que correu o país, temperado com um leve desejo de estar no Chile, onde estudantes, professores e pais de alunos realizam greves e mais greves contra os ataques do governo à educação.

Por fim poderiam me dizer que está pra ser votado o PNE e por isso a campanha tinha que ser essa e tinha que ser agora e pronto. Bom... acabou de ser votada a prorrogação da DRU que permite ao governo tirar 20% do orçamento, inclusive da educação, para usar como bem entender e nada foi feito.

Então termino este post voltando à pergunta que deu nome ao anterior: Dez por cento para a educação? E resolve?

domingo, 13 de novembro de 2011

Dez por cento para educação? E resolve?

Assisti esses dias um video muito bem elaborado sobre uma campanha que ocorre agora em novembro reivindicando que sejam destinados 10% do PIB nacional para a educação pública. Ei-lo:


Bem feito não? Muito bacana a idéia de usar a animação a partir de desenhos feito por uma criança, além da própria narração com voz infantil e sem falar no efeito da professora Amanda Gurgel sobre a folha de papel pautada. Com certeza, merecem parabéns os idealizadores do video.

Mas deixando o trabalho bem feito do video a parte, pense comigo:
1) Dez por cento do PIB para educação resolve o problema no país?
2) Aliás o problema do país se resolve simplesmente com mais verba para educação?
3) E de que vale mais verba se existe inclusive dispositivo legal para desviá-la para entre outras coisas fazer superávit? (vale ler sobre a DRU que foi recém reaprovada pelo governo Dilma).

Honestamente não concordo com a campanha. Acho deslocada e descolada do sentimento e das necessidades da maioria do povo (pelo menos da maioria dos trabalhadores). Veja bem, não é que não concordo com 10% para educação. Acho muito justo assim como acho "mais verba para saúde pública",  "salário mínimo do DIEESE", "estabilidade no emprego", "redução da jornada", "trabalho igual, salário igual", entre tantas outras bandeiras tão necessárias. Mas aí pergunto: O que faz com que a campanha dos 10% para educação seja mais justa e urgente do que qualquer outra? Por que realizar um plebiscito nacional praticamente isolado? De que serve tal plebiscito nesse instante além de simplesmente desgastar a bandeira? Aí você pergunta: "Como assim desgastar?". Permita-me explicar.

Desde o começo dos anos 2000 teve início no país uma série de campanhas plebiscitárias levadas adiante pelo movimento popular, mas via de regra elas foram abraçadas, impulsionadas e construídas pelos setores progressivos da igreja. Junto com esses setores participaram o MAB, o MST, vários sindicatos da CUT, várias entidades do movimento estudantil e um largo etcétera. A campanha contra a ALCA, por exemplo, que teve direito a cartilhas, comitês, seminários preparatórios e um número enorme de iniciativas conseguiu 10 milhões, 149 mil e 542 votos. A última campanha foi feita em 2007, em pleno governo Lula, e tocava em quatro temas: a reestatização da Vale, pagamento de juros da dívida externa, o barateamento da energia elétrica para as grandes empresas e a reforma da previdência. Nesta foram 3 milhões, 729 mil e 538 participantes. E isso com uma campanha de muitos setores. Já quando vamos no blog da campanha dos 10% não vemos setores da igreja, não vemos MAB, MST, parlamentares da esquerda, sindicatos cutistas, UNE, UBES... pergunto: É sério que era o momento para levar adiante um plebiscito desse? É esse o tema mais sentido pela maioria do povo brasileiro? Não seria o caso de lutar pela carreira dos professores que entram em greve aqui e acolá? Ou quem sabe fazer um chamado pela unidade dos trabalhadores da construção civil que vão se matar de trabalhar nas obras da copa? Uma campanha de propaganda e agitação sobre as dívidas interna e externa não teriam um eco mais amplo?

Minha impressão é alguns irão se dedicar muito e muito, terão um resultado muito inferior aos anteriores, terminarão novembro cansadíssimos e ainda assim vão achar que fizeram a sua parte. Os reacionários vão simplesmente se deleitar com o resultado pífio, ou mesmo nem perderão tempo falando sobre isso.

Que pena.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Quadro negro (charge)

Clayton

Aprovar lei na marra é com os Ferreira Gomes. #cidsanguinario

Uma imagem que com certeza marcará a gestão do governo Cid Gomes e que se a oposição de esquerda for inteligente utilizará muito daqui pra frente é a do professor que foi agredido pelo batalhão de choque esta semana.


A batalha pelo cumprimento da lei do piso no Ceará chegou a um novo patamar. O governador, no bom estilo Ferreira Gomes, mandou uma mensagem para a ALEC com a ordem expressa de aprovar a qualquer custo, e seus comparsas deputados não deixaram por menos. A lei foi aprovada com o apoio inclusive de figuras supostamente ligadas à educação como o petista professor Carlos. Dois dias depois a assembléia ocupada pelos professores foi liberada pelos manifestantes. Apesar do sindicato que fará de tudo para tentar retomar o controle, a greve continua, mas se engana quem pensa que tudo voltará ao normal.

A imagem de um professor ensaguentado manchou de vez as mãos do governador Cid Gomes e de sua tropa de choque parlamentar. Pois que essa imagem seja conhecida e muito, muito divulgada.


Que os professores não se deixem iludir e que continuem a dar essa tremenda aula de resistência e luta que estão proporcionando a todos os cearenses.

domingo, 25 de setembro de 2011

Professores do Ceará: Isso é que é aula.


No meu bom Ceará completaram-se mais de 40 dias de greve dos professores da rede estadual que enfrentam um governador que é incapaz de valorizar a educação no estado ao ponto de afirmar que os professores já ganham em muito e que precisam "trabalhar por amor". E os nossos bons professores não deixam por menos, seguem na luta e sem perder o bom humor. Isso sim é que é aula.