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domingo, 15 de abril de 2012
Itália: onda de suicídios como resposta à crie econômica. #italianrevolution #criseEconomica
Tal como na Grécia, cresce a onda de suicídios como resposta à crise econômica. A notícia é da AFP e foi veiculada pelo portal Terra nesta sexta-feira, dia 13 de abril. A notícia ganha relevância justo quando o desemprego na Itália atinge o nível recorde de 9,3% da população economicamente ativa. Os suicídios tem se apresentado como saída desesperada tanto para operários desempregados como para empresários falidos e endividados. Um dos casos que tocou o país foi o do pedreiro de 58 anos que no final de março ateou fogo ao próprio corpo dentro de um veículo em frente a uma repartição de finanças em Bolonha. Ele deveria comparecer a uma audiência de julgamento por não ter pago 104 mil euros em impostos e multas. Estando desempregado, sem perspectivas e podendo ser condenado por "fraude fiscal", imolou-se, sendo hospitalizado com graves queimaduras, vindo a falecer nove dias depois. O portal da Euronews tem um pequeno video sobre o assunto feito antes da morte do pedreiro (veja aqui).
O quadro é grave e somente será resolvido pela classe operária, seja com sua submissão, seja pela revolução. Na primeira morrerão muitos operários. Na segunda, seus algozes.
sábado, 7 de abril de 2012
Ponho fim à minha vida para não ter que vasculhar o lixo para sobreviver #GreekRevolution
"O governo de Tsolakoglou aniquilou toda possibilidade de sobrevivência para mim, que se baseava em uma pensão muito digna que paguei por minha própria conta sem nenhuma ajuda do Estado durante 35 anos. E dado que minha idade avançada não me permite reagir de outra maneira (embora se um compatriota grego pegasse uma kalashnikov, eu o apoiaria) não vejo outra solução que por fim a minha vida desta forma digna para não ter que terminar vasculhando as latas de lixo para sobreviver. Creio que os jovens sem futuro pegarão algum dia em armas e colocarão de cabeça para baixo os traidores deste país na praça Syntagma, como os italianos fizeram com Mussolini em 1945."
Com essa carta em um de seus bolsos, o farmacêutico aposentado de 77 anos, Dimitris Christoulas suicidou-se com um tiro na cabeça em frente ao parlamento grego, no último dia 04 de abril. Suas últimas palavras em forma de um grito teriam sido "Não quero deixar dívidas aos meus filhos".
O Tsolakoglou da carta de Dimitris é uma referência à Gerorgios Tsolakoglou, primeiro ministro colaboracionista que governou a Grécia entre 1941 e 1942 durante a ocupação nazista. A citação é uma clara comparação com o papel que cumpre o atual governo de Lucas Papademos, como colaboracionista da UE e do FMI às custas dos direitos e da própria vida dos trabalhadores gregos.
A carta e a atitude do velho farmacêutico é sem dúvida emblemática. Mostra entre outras coisas o sentimento do povo grego do papel anti-popular que cumpre o governo Papademos e a falta de perspectiva de uma saída coletiva por mais que esteja presente a vontade de "pegar em uma kalashnikov" e "colocar de cabeça para baixo os traidores do povo grego". E sem perspectiva coletiva, a saída grega segue sendo a alternativa individual do suicídio cujos índices aumentam mês após mês no país.
Leia mais no blog:
sexta-feira, 6 de abril de 2012
"Eles reduziram as nossas pensões...nós não podemos permitir mais isto. Eles querem que a gente se suicide". #GreekRevolution
A afirmação é de Fotis Siakaras, uma das lideranças dos trabalhadores portuários gregos, que marcharam nesta sexta-feira, dia 06/04, até a sede do Banco Central grego em protesto contra a nova fórmula de cálculo das pensões dos portuários, parte do pacote de austeridade do governo, que retira direitos da categoria. Siakaras diz que o caminho de austeridade adotado é o caminho do suicídio.
Veja o video do canal EuroNews no YouTube.
segunda-feira, 12 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
O suicídio na Grécia como saída individual para a crise econômica. #greekrevolutiuon #criseEconomica
O assunto não é novo. Desde o início da atual crise econômica em 2010 casos e mais casos de suicídio são relatados. E não é que a Grécia tenha um histórico recorrente de suicídios. Tal como contamos anteriormente no episódio do empresário grego que ateou fogo no próprio corpo, em 2010 o país tinha a menor taxa de suicídios da Europa. Só uma das organizações voluntárias montadas para tentar convencer aos gregos não tirarem sua própria vida, recebeu em 2011 mais de 5000 chamadas telefônicas de pessoas a um passo da morte, o dobro da quantidade de ligações do ano anterior.
Os videos a seguir foram produzidos pelo canal RT e tratam exatamente do assunto. O primeiro é a versão espanhola e o segundo a versão inglesa.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sábado, 22 de outubro de 2011
"Senti um desespero tão grande que perdi o controle"
O homem da imagém é o empresário grego Apóstolos Polyzonis ateando fogo no próprio corpo em frente a uma agência bancária no início de outubro. Quando o banco pediu de volta o empréstimo que havia feito, o deixando falido, Polyzonis se dirigiu à agência para reivindicar uma alternativa.
"Quando se recusaram a me receber senti um desespero tão grande que perdi o controle".Não tendo como pagar o curso universitário da filha e prestes a ver a casa confiscada, abraçou a tentativa de suicídio. Apóstolos não é o único na Grécia a enveredar por acabar com a própria vida. Segundo Andreas Loverdos, ministro da Saúde da Grécia, o número de suicidios no país teve um aumento de 40% somente nos primeiros meses de 2011. Em 2010, a Grécia era dos países no mundo com menor índice de suicídios no mundo. Já não é mais.
É a crise econômica fazendo vítimas aos montes.
Leia mais aqui, aqui e aqui.
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