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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Auto-defesa é isso aí... #GreekRevolution


Aconteceu em Atenas. Durante manifestação popular uma bomba explodiu entre manifestantes e rapidamente a comissão de segurança da Frente da Esquerda Anticapitalista Grega (ANTARSYA) perfilou-se em frente ao batalhão de choque da polícia de forma a assegurar que a manifestação pudesse transcorrer tranquilamente. Auto-defesa é isso aí...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bateu, levou II: Video dos manifestantes gregos revidando bombas da polícia com coquetéis molotov #greekrevolution


Aconteceu no dia 26 de setembro. Manifestantes responderam à violência policial grega durante a greve de 24 horas marcada para o dia com uma rajada de coquetéis molotov. As fotos da violência e em especial da reação correram o mundo com algumas delas inclusive postadas aqui. O portal RT chegou a publicar um video com imagens do enfrentamento em seu canal do YouTube no próprio dia 26 que reproduzimos agora.



Não deixe de ver o que já blogamos sobre a Grécia.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A Grécia no escuro #greekrevolution #criseeconomica



O portal espanhol verba-volant publicou no último dia 13, notícia que foi repercutida pelo portal Rebelion e que dá conta que cerca de 90.000 domicílios gregos estão sem energia elétrica em função de cortes realizados pela companhia elétrica por inadimplência dos consumidores. A inadimplência teria aumentado sensivelmente na Grécia após aprovação do imposto imobiliário inicialmente cobrado nas próprias contas de energia elétrica.

Segue o texto traduzido para o português:

Aumentou drasticamente em 2012 o número de domicílios sem energia elétrica em toda a Grécia. Nos primeiros cinco meses de 2012, o número de domicílios sem eletricidade quintuplicou tomando como referência o mesmo período de 2011. Também, os cortes de energia crescem dia a dia. Se em janeiro os cortes eram cerca de 7000, em maio passado o número disparou e alcançou os 30.000.

Esta situação começou a tornar-se evidente já no ano passado. Durante os oito primeiros meses de 2011 as ordens de cortes superaram o número de 900.000, enquanto durante os primeiros oito meses de 2010 foram cerca de 734.000. O aumento supera os 25%. Calcula-se que atualmente cerca de 90. 000 famílias estão sem eletricidade por não pode pagar nem a conta nem muito menos os impostos imobiliários acrescidos a ela.

Simultaneamente cresce a "dívida" dos consumidores com a companhia elétrica. Se em novembro passado o dinheiro das contas de eletricidade não pagas entre os pequenos consumidores chegava à 289 milhões de euros em maio passado já havia aumentado para 668 milhões.

A maioria desses consumidores não tem conseguido pagar a conta de energia elétrica por causa do tributo imobiliário extraordinário imposto pelo regime à população e que é cobrado nas contas de eletricidade. Logo de início se alguém não pagava ou se pagava somente o dinheiro que corresponde ao consumo de eletricidade (sem o imposto) sua luz era cortada. No entanto, como eram muitos os que não pagavam o imposto, e após a luta contra ele e uma decisão do Conselho de Estado contra o tributo, o regime promulgou uma lei segundo a qual a dívida passa a ser incorporada, juntamente com outros impostos e contribuições à declaração de renda.

De acordo com os dados disponíveis foram emitidas cerca de 12 milhões de contas que somam em torno de 2,5 bilhões de euros, correspondentes a cerca de 6,3 milhões de clientes, dos quais mais de um milhão não pagaram os impostos imobiliário (cerca de 272 milhões euros) ou mesmo a conta inteira. Assinalamos que este ano o aumento do preço da eletricidade for de 15% em relação ao ano passado. Destacamos também que às contas de eletricidade são incorporadas a taxa municipal e a contribuição para a emissora estatal. Esta última, o consumidor de eletricidade é obrigado a pagar mesmo que ele declare que não quer ver os canais estatais de televisão e até mesmo se não tiver um aparelho de TV...

Estas são algumas das consequências da ofensiva desencadeada pelo Estado e pelo capital contra a sociedade, contra o povo, contra as classes trabalhadoras. Ontem, o governo anunciou sua intenção de privatizar a empresa de energia elétrica, entre uma onda de privatizações anunciadas. Em outras palavras, vai vender barato ao capital as ações que não havia vendido ainda. Os ativos de eletricidade, de água, da moradia converteram-se por inteiramente em mercadorias. Mais aumentos estão por vir e espera-se que sejam anunciados neste verão.

sábado, 7 de abril de 2012

Ponho fim à minha vida para não ter que vasculhar o lixo para sobreviver #GreekRevolution


"O governo de Tsolakoglou aniquilou toda possibilidade de sobrevivência para mim, que se baseava em uma pensão muito digna que paguei por minha própria conta sem nenhuma ajuda do Estado durante 35 anos. E dado que minha idade avançada não me permite reagir de outra maneira (embora se um compatriota grego pegasse uma kalashnikov, eu o apoiaria) não vejo outra solução que por fim a minha vida desta forma digna para não ter que terminar vasculhando as latas de lixo para sobreviver. Creio que os jovens sem futuro pegarão algum dia em armas e colocarão de cabeça para baixo os traidores deste país na praça Syntagma, como os italianos fizeram com Mussolini em 1945."

Com essa carta em um de seus bolsos, o farmacêutico aposentado de 77 anos, Dimitris Christoulas suicidou-se com um tiro na cabeça em frente ao parlamento grego, no último dia 04 de abril. Suas últimas palavras em forma de um grito teriam sido "Não quero deixar dívidas aos meus filhos".

O Tsolakoglou da carta de Dimitris é uma referência à Gerorgios Tsolakoglou, primeiro ministro colaboracionista que governou a Grécia entre 1941 e 1942 durante a ocupação nazista. A citação é uma clara comparação com o papel que cumpre o atual governo de Lucas Papademos, como colaboracionista da UE e do FMI às custas dos direitos e da própria vida dos trabalhadores gregos.

A carta e a atitude do velho farmacêutico é sem dúvida emblemática. Mostra entre outras coisas o sentimento do povo grego do papel anti-popular que cumpre o governo Papademos e a falta de perspectiva de uma saída coletiva por mais que esteja presente a vontade de "pegar em uma kalashnikov" e "colocar de cabeça para baixo os traidores do povo grego". E sem perspectiva coletiva, a saída grega segue sendo a alternativa individual do suicídio cujos índices aumentam mês após mês no país.

Leia mais no blog:

sexta-feira, 6 de abril de 2012

"Eles reduziram as nossas pensões...nós não podemos permitir mais isto. Eles querem que a gente se suicide". #GreekRevolution


A afirmação é de Fotis Siakaras, uma das lideranças dos trabalhadores portuários gregos, que marcharam nesta sexta-feira, dia 06/04, até a sede do Banco Central grego em protesto contra a nova fórmula de cálculo das pensões dos portuários, parte do pacote de austeridade do governo, que retira direitos da categoria. Siakaras diz que o caminho de austeridade adotado é o caminho do suicídio.

Veja o video do canal EuroNews no YouTube.

sábado, 10 de março de 2012

O suicídio na Grécia como saída individual para a crise econômica. #greekrevolutiuon #criseEconomica


O assunto não é novo. Desde o início da atual crise econômica em 2010 casos e mais casos de suicídio são relatados. E não é que a Grécia tenha um histórico recorrente de suicídios. Tal como contamos anteriormente no episódio do empresário grego que ateou fogo no próprio corpo, em 2010 o país tinha a menor taxa de suicídios da Europa. Só uma das organizações voluntárias montadas para tentar convencer aos gregos não tirarem sua própria vida, recebeu em 2011 mais de 5000 chamadas telefônicas de pessoas a um passo da morte, o dobro da quantidade de ligações do ano anterior.

Os videos a seguir foram produzidos pelo canal RT e tratam exatamente do assunto. O primeiro é a versão espanhola e o segundo a versão inglesa.



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Protesto em Londres mostra solidariedade com a luta na Grécia (*) #greekrevolution


Centenas de manifestantes marcharam ao redor da embaixada grega em Londres ontem, sábado, em solidariedade à luta contra a austeridade na Grécia.

A multidão de maioria grega cantou "pessoas da Europa, unir e lutar!" durante o percurso da manifestação "não anunciada".

Ativistas da Grã-Bretanha e de outros países da zona euro participaram do protesto.

Nick Grant, do comitê executivo do sindicato nacional NUT trouxe saudações de solidariedade da organização.

"A irmandade internacional significa que os trabalhadores gregos não estarão sozinho", disse ele.

Membros executivos do PCS e dos sindicatos Unite enviaram mensagens de apoio.

Representantes da campanha Right to Work e da Associação Cultural dos Trabalhadores Refugiados da Turquia e do Curdistão também falaram.

Eleni, um estudante, disse: "Muitos dos meus amigos estão deixando a Grécia por causa do desemprego. A austeridade não vai resolver o problema. "

Tanya, que trabalha no teatro, descreveu os eventos na Grécia como "devastador". "Existe essa sensação de que não há futuro para toda uma geração", disse ela.

Virginia, uma ativista espanhola, também estava no protesto. Ela disse: "O que está acontecendo é sistemático. Não é sobre como um estado-nação indivíduo opera, é sobre as forças internacionais ".

Depois da marcha, os manifestantes realizaram uma assembléia em frente à embaixada.

Eles decidiram protestar, na tarde de quarta-feira frente aos escritórios da União Europeia, e no próximo sábado na Catedral de São Paulo.

(*) Tradução de "London protest shows solidarity with struggle in Greece"  de Patrick Ward publicado no portal Socialist Worker

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

sábado, 22 de outubro de 2011

"Senti um desespero tão grande que perdi o controle"


O homem da imagém é o empresário grego Apóstolos Polyzonis ateando fogo no próprio corpo em frente a uma agência bancária no início de outubro. Quando o banco pediu de volta o empréstimo que havia feito, o deixando falido, Polyzonis se dirigiu à agência para reivindicar uma alternativa.
"Quando se recusaram a me receber senti um desespero tão grande que perdi o controle".
Não tendo como pagar o curso universitário da filha e prestes a ver a casa confiscada, abraçou a tentativa de suicídio. Apóstolos não é o único na Grécia a enveredar por acabar com a própria vida. Segundo Andreas Loverdos, ministro da Saúde da Grécia, o número de suicidios no país teve um aumento de 40% somente nos primeiros meses de 2011. Em 2010, a Grécia era dos países no mundo com menor índice de suicídios no mundo. Já não é mais.

É a crise econômica fazendo vítimas aos montes.

Leia mais aqui, aqui e aqui.