segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Mapa mundial do desemprego


O Estadão publicou em seu portal um mapa interativo que mostra os índices de desemprego total e entre jovens em 13 países e na União Européia. Entre os "mapeados" estão os sete principais países da Europa Ocidental, Estados Unidos, Brasil, Argentina, Japão e Austrália. Não constam na pesquisa importantes países como Canadá, México, Grécia, Rússia e China, que precisam igualmente ser acompanhados.

Chama a atenção o alto índice de desemprego entre jovens que na Espanha atinge o impressionante número de 48,9%. Muito interessante seria comparar o epicentro das lutas sociais que correm o mundo com esses índices para a partir daí confirmar a correlação entre desemprego e levante social. Obviamente que a comparação seria incompleta se não fosse acompanhado de uma perspectiva histórica. Explico: Um país que possui um índice histórico de 9% de desemprego, atingir os 10%, tem uma reação completamente distinta de um que dos 5% pula pros 10.

Outra comparação interessante é a feita a partir dos dados a partir do desemprego total. Essa visão é bem mais reveladora na medida em que é muito mais explosivo, do ponto de vista social, um pai ou mãe de família perder um emprego do que um jovem que está ainda a procura do seu primeiro vínculo empregatício. Vejamos então como fica a comparação:


Olhando deste ponto de vista é possível perceber que o índice de desemprego brasileiro segue um dos mais baixos entre os "mapeados" pelo Estadão, praticamente um "índice belga", digamos assim. Esse dado é importante porque dá uma noção do fôlego do governo Dilma diante da insatisfação popular. Itália, EUA, França, Portugal, Irlanda e Espanha vivem índices superiores aos 8% de desemprego. No caso da Europa existe um estado de bem-estar social ainda não completamente desmantelado e que serve de contenção de uma verdadeira guerra civil no velho continente. Já o caso dos Estados Unidos é preciso acompanhar com muita calma. Não existem lá as mesmas condições que seguram os trabalhadores europeus. E se a classe trabalhadora estadunidense se levantar as conseqüências do ponto de vista da "paz social" são praticamente incalculáveis. Não vai ter gás de pimenta que dê jeito. :)