quarta-feira, 18 de julho de 2012

Enquanto isso no ministério da previdência...


Seu Hélio é aposentado pela Empresa de Correios e Telégrafos e hoje dono de uma oficina. Sobrevive dos serviços da oficina já que ganha pelo INSS pouco mais de R$ 1000,00. Há mais ou menos uns 10 anos ganhava uns R$ 1.300,00, até que, segundo ele, o governo da presidenta Dilma achou que mais de 1000 reais é muito dinheiro pra um aposentado e decidiu achatar seus vencimentos. "Pra que é que velho precisa de dinheiro?", fala ele em um tom humorado que não esconde sua irritação. E mais irritado ainda ele fica quando fala sobre a burocracia de ano após ano provar que está vivo para receber o "aposento". "Minha filha, eu sou eu, não está vendo?" diz seu Hélio relatando suas aventuras no INSS. Imediatamente me veio a mente, a imagem dos burocratas do governo ao terem a confirmação de que o servidor ainda não bateu as botas relatando o caso ao seu ministro da previdência: "Ô Garibaldi, pode aumentar a dose de maldade, que a atual num tá matando do tanto certo ainda não. Ô velharada difícil de morrer!". Como se diz por aí, seria cômico se não fosse trágico.

Enquanto isso os jornais anunciam que o Congresso aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013 que aumenta em menos de R$ 50,00 o salário mínimo e não prevê reajuste de servidores nem muito menos de aposentados que recebem acima dos atuais míseros R$ 622 do mínimo (R$ 667 ano que vem).

Do jeito que as coisas andam Seu Hélio não vai precisar ir por muito mais tempo provar que está vivo mesmo não, até porque se depender do governo, a "velharada" estica as pernas já, já.